sexta-feira, 27 de junho de 2014

NISA: Presidente da Câmara contesta fecho das escolas de Alpalhão e Tolosa

NOTA DA PRESIDÊNCIA
"Foi com perplexidade que tomamos conhecimento da inclusão das Escolas de Alpalhão e Tolosa na listagem de Escolas do 1º Ciclo a encerrar no concelho de Nisa.
Todas as reuniões de trabalho realizadas entre a Delegação Regional de Educação do Alentejo e o Município de Nisa tiveram como pressuposto a manutenção, pelo menos durante o ano letivo 2014/2015, das Escolas do 1º Ciclo nas freguesias de Alpalhão e Tolosa. Aliás, a obra do Centro Escolar de Nisa não se encontra ainda concluída e os concursos públicos para a empreitada dos respetivos Arranjos Exteriores bem como para o Fornecimento do Material Informático, Escolar e Didático encontram-se ainda a decorrer, sendo impossível que no início no novo ano letivo o Centro Escolar esteja em condições de funcionar na sua plenitude.
Acresce referir que em Alpalhão foi realizado investimento municipal na ordem de 1 milhão de euros num Centro Cultural Polivalente de apoio à escola, dotado de equipamento de cozinha, refeitório e espaços multiusos sendo certo que o número de alunos se mantém equivalente ao do ano letivo que ora terminou (35 alunos), e em Tolosa estão neste momento matriculadas 23 crianças.
As escolas constituem importantes elementos identitários das comunidades e a expressão de proximidade do último reduto dos serviços públicos nas freguesias rurais. Entendemos que encerrar escolas que asseguram as condições lúdico-pedagógicas é um caminho errado na reorganização da Rede Escolar, por isso, contestamos a intenção de encerramento das Escolas de Tolosa e de Alpalhão."
Nisa, 24 de junho de 2014
A Presidente da Câmara Municipal de Nisa,
(Maria Idalina Alves Trindade)

terça-feira, 24 de junho de 2014

Alpalhão e Tolosa na lista das escolas que o governo quer fechar

 COMUNICADO DA FENPROF
A Esperança em Portalegre é a primeira a morrer
O Ministério da Educação e da Ciência divulgou a lista de Escolas do 1ºCiclo do Ensino Básico que pretende encerrar este verão. No caso de Portalegre é de um interioricídio de que se trata, é do homicídio do interior do país.
A confirmar-se este cenário serão comunidades inteiras que ficarão privadas de mais um serviço público. É também o fim de vários postos de trabalho num interior já fustigado pelo desemprego. Em vários municípios significa o fim da única ou das últimas escolas em meio rural, ficando só a escola da sede do concelho. Nalgumas localidades é a escola que mantém os avós ativos, pois têm a tarefa de acompanhar os netos à escola e apoiar nas refeições ou em situação de doença repentina. Se a criança adoece tem familiares por perto e não está entregue a estranhos a quilómetros de distância. Com o encerramento das escolas os idosos ficam desocupados e deixam de se sentir úteis.
A par do encerramento de Centros de Saúde, de Postos Médicos, de Postos dos Correios, de Postos da Guarda Nacional Republicana, de serviços de Finanças, de Tribunais, de Juntas de Freguesias, das Estações e Apeadeiros de Caminhos-de-ferro e de inúmeras empresas é a vez de fecharem mais 12 escolas no distrito.
O Ministro mente
Quando o Ministro da Educação diz que fazem isso pelas crianças, que as crianças vão ficar melhor, pois em vez de ficarem em turmas mistas, de vários anos em cada sala, as crianças iriam ficar em turmas homogéneas, com um só ano por sala, sabe que não é verdade: basta ver que em escolas grandes, como na EB1 do Atalaião ou na EB 1 dos Assentos, em Portalegre, há várias turmas mistas impostas pelo Ministério às escolas, de que os pais e os professores só souberam no primeiro dia de aulas.
Os alunos e os pais irão ficar pior servidos, pois para além de as crianças terem de ser transportadas a vários quilómetros, em muitas localidades os pais não têm transportes públicos para irem reunir e falar com os professores. As comunidades sem escola ficam desfavorecidas.
Algumas das escolas a fechar têm mais de 21 alunos
O «número mágico» para fechar escolas já foi de 10 alunos, agora dizem que é de 21. Mas cada escola é um caso, e há escolas que eventualmente com menos alunos tenham de ser manter abertas e outras escolas com mais alunos, mas com alternativas tenham de fechar.
As comunidades, os pais, os professores, as freguesias e as autarquias têm de ter uma palavra a dizer e não podem ser confrontadas com uma imposição sem diálogo.
Escolas com as de Tolosa ou Alpalhão, com mais de 21 alunos, que nem faziam parte da lista inicial de escolas a fechar, confrontam-se com a possibilidade de fechar portas.
Lista de escolas que o MEC o pretende fechar em Portalegre:
O SPZS/FENPROF não baixa os braços
O Sindicato dos Professores da Zona Sul, membro da Federação Nacional dos Professores, tem andado em contactos por todo o distrito com Associações de Pais, Autarquias, Professores e com as Comunidades para que não se baixem os braços.
O SPZS continua empenhado em colaborar para a resolução destes problemas e está disponível para participar em todas as formas de luta que se entendam necessárias. Nesse sentido está disponível para participar em manifestações em Évora, frente à DGEST, tal como já foi declarado por várias entidades.
A Direção Distrital do SPZS/FENPROF
Portalegre, 23 de Junho de 2014

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Restaurante "Regata" certificado pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo


A Regata - "Restaurante Alentejano recheado de Sabores", tem a partir de ontem, dia 29, responsabilidades acrescidas, pois conseguiu a Certificação de Conformidade Referencial da Restauração Alentejana - Alentejo Bom Gosto.
João Junceiro, proprietário do restaurante Regata, exprimiu, deste modo o seu contentamento pela conquista do galardão.
"Muito obrigado a toda a equipa que tornou isto possível em especial ao Dr. Ceia da Silva e aproveito para fazer das suas palavras, as minhas palavras.
"Valorizar o receituário e os produtos do Alentejo, garantir a qualidade do serviço dos restaurantes, prestar informação de excelência aos turistas sobre a gastronomia e produtos endógenos, e consolidar o produto turístico gastronomia e vinhos são os objectivos principais do projecto.
Neste contexto, os 21 restaurantes já certificados na Região – 10 numa primeira fase e 11 agora – cumprem um referencial que, previamente definido, apresenta vários parâmetros qualitativos que variam entre a confecção de receitas genuinamente alentejanas ou a utilização de ingredientes exclusivamente produzidos na nossa região
Factores como a decoração, o ambiente ou o serviço, assim como a apresentação de uma ementa constituída, maioritariamente, por pratos tipicamente alentejanos ou uma carta de vinhos, entre outros, são igualmente decisivos no processo de certificação
Consciente de que a certificação e o selo de qualidade são decisivos na afirmação e diferenciação de um destino, a Entidade Regional de Turismo considera a certificação dos restaurantes e o projecto onde esta se insere – designado por “Alentejo Bom Gosto” – uma garantia de qualidade e uma importante alavanca promocional para os agentes do sector."
O restaurante Regata de Alpalhão junta a excelência da qualidade de serviço e da satisfação dos clientes ao Bom Gosto Alentejano, expresso na diversidade e sabor da sua gastronomia, um referencial do concelho e da região transtagana.

Parabéns à Regata!