segunda-feira, 7 de abril de 2014

Regata concorre ao Melhor Arroz de Portugal 2014

VAMOS VOTAR NO ARROZ DE CACHOLA DE ALPALHÃO!
Eu já votei no Melhor Arroz de Portugal 2014. A minha escolha recaiu no Arroz de Cachola de Alpalhão  confeccionado pela excelente equipa do Restaurante Regata chefiada pelo amigo João Junceiro, um Senhor na arte de bem servir e atender os clientes. Vote você também no Melhor Arroz de Portugal 2014 ajudando a tornar conhecida uma das iguarias da nossa região. Para Votar não basta fazer Gosto, tem mesmo que clicar em Arroz de Cachola de Alpalhão por baixo da Foto.
Vamos lá, toca a votar, o prazo termina a 4 de Maio.
Sobre o prato
Coração porco,Figado de porco, Bofe de porco e Sangue de porco, arroz BOM SUCESSO, Cebolas, alhos, louro,azeite,vinho branco, caldo KNORR, vinagre e cominhos, entrecosto e entremeada. Refoga-se a cebola e o alho no azeite e junta-se a carne cortada aos cubos Rega-se com o vinho branco e deixa-se apurar, adiciona-se os CALDOS KNORR desfeitos na água e deixa-se cozer. Quando a carne estiver macia junta-se o arroz e o sangue. No final aromatiza-se a gosto com cominhos e vinagre. Acompanha com a entremeada e o entrecosto frito á parte. Deve ser harmonizado com um bom vinho Alentejano.
Ah! Falta dizer que para votar vá a www.facebook.com/joao.junceiro e depois clique em Restaurante Regata. Lá aparece a imagem que aqui publicamos e através dela pode votar no Arroz de Cachola de Alpalhão.

Vamos a isto?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

ALPALHÃO: "Silêncio que se vai Dançar o Fado"


ALPALHÃO COM AS FONTES FLORIDAS



No dia de Santa Cruz (de Maio)
Como é costume desde há alguns anos a esta parte, a vila de Alpalhão “acorda” no dia 3 de Maio com as suas fontes engalanadas, ou, melhor dizendo, enfeitadas.
São flores do campo e dos pequenos jardins e quintais que as crianças das escolas e os moradores de cada rua próxima das fontes se empenham em colher, juntar e transformar em colares, que depositam, logo pela manhã, junto de cada fonte.
Mas de onde vem esta tradição? A explicação, ouvimo-la a algumas das mulheres que junto à Fonte Nova mostravam, orgulhosamente, o fruto do seu trabalho: a fonte toda enfeitada, com esmero e alegria, não fosse a “sesta”, no rigor do trabalho do campo, uma preciosa conquista. O melhor, será, mesmo, reproduzirmos a redacção de um aluno da Escola de Alpalhão, sobre o 3 de Maio:
“Era costume neste dia enfeitarem-se as fontes. E porquê? Era para festejar o primeiro dia de sesta. Os alpalhoenses trabalhavam do nascer ao pôr do sol e como os dias, nesta altura, já são maiores, havia necessidade de descansarem.
Então enfeitavam as carroças com rosas e flores campestres (malmequeres) e chegavam à vila, também enfeitavam os fontenários.
Como é Dia de Santa Cruz, faziam cruzes enfeitadas também com flores e colocavam-nas nos campos (para terem boas searas) e nas casas para terem sorte.
Os alpalhoeiros para não dizerem que “iam dormir a sesta”, usavam a expressão: “Vamos buscar a D. Rosa à estação”.”
Costume bonito, uma belíssima reprodução etnográfica, num tempo em que o trabalho no campo, praticamente acabou e a estação (a de Vale do Peso e as outras do chamado Ramal de Cáceres) tal como a própria via ferroviária, estão no estado de quase abandono que todos conhecemos.
A D. Rosa já chegou da estação e todos os anos, no dia de Santa Cruz (de Maio) as fontes de Alpalhão cobrem-se de flores e alegria enquanto um manto de saudade e nostalgia, invade, cada uma das ruas e casas, onde os moradores, sujeitos de um presente, que tem um passado, relembram histórias e vivências antigas.
Mário Mendes - Post de 4/5/2007