quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ALPALHÃO: Este sábado há Colheita de Sangue

A Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Distrito de Portalegre realiza no sábado, dia 31 de Agosto, mais uma colheita de sangue, desta vez em Alpalhão e inserida na programação anual que desenvolve.
A Colheita de sangue será efectuada na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense, a partir das 9 horas da manhã e mais uma vez se apela à generosidade de todos os dadores, nesta causa solidária que é de todos.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALPALHÃO: A morte de um homem bom

1. De forma súbita e brutal, com intenso  pânico e sofrimento para a Maria Inês e o Carlos enquanto aguardavam o INEM / VMER, nos primeiros minutos desta segunda feira, Agostinho Madureira Pinto deixou o mundo dos vivos.
Mais conhecido, em Alpalhão, por Camões, pelos amigos carinhosamente tratado por «poeta», morre após um domingo passado a transmitir o seu carinho às netas, algo de elementar num homem tão humano.
 2. Operário de têmpera, ao longo da sua carreira sempre cumpriu exemplarmente tanto como trabalhador ciente dos seus deveres, como homem apegado aos seus direitos e com espírito lutador, lamentando, tantas vezes, a fragilidade da ação sindical no setor das pedras no concelho de Nisa. Muitas vezes, interrogando-se a si próprio do porquê desta contradição, intrigado com a falta de resposta para as suas preocupações e ansiedades.
3.Desde a primeira hora da democracia, ainda no tempo em que am Alpalhão a ação política era exercida quase clandestinamente, esteve sempre disponível para, com outros homens bons, dar a cara (e o nome) para assegurar as escassas dezenas de votos que eram recebidos pela FEPU. Humildemente, não mudou de caráter com a passagem para a APU vitoriosa (1982). Desinteressado de benesses, com a mesma colaboração que sempre deu aos comunistas e seus aliados. Em Alpalhão, a esse título, vale a pena (porque merecem) recordar os velhos Boaventura, Ideia, Paixão (pai), com o João Fortunato (felizmente ainda vivo) a aceder ao encabeçamento das listas eleitorais.
4. Generoso, o «Camões» estava em tudo o que era iniciativa popular  «alpalhoeira». Com legítimo orgulho, ajudando (sempre na retaguarda, por feitio) o «seu» Desportivo, no futebol e no trabalho de montagem da festa anual da terra.
Morreu, justamente, no momento em que, com outros camaradas, voluntária,  desinteressada e entusiasticamente, edificava a estrutura que a partir de 9 de agosto acolherá os festejos anuais organizados pelo GDRA, com a colaboração de outra associações locais.
O Agostinho partiu do nosso convívio, mas o seu exemplo de cidadão interveniente e solidário irá perdurar na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de, com ele, sonharem e lutarem por um mundo novo, mais justo e fraterno.