sábado, 28 de dezembro de 2013

Património do Concelho: O Cruzeiro de Alpalhão

Conhecido também como Cruzeiro do Calvário
Acesso: Lugar da Devesa de Cima, EN. 118, 246,18. à entrada de Alpalhão no cruzamento da Estrada de Gáfete com a Estrada de Nisa
Protecção: IIP, Dec. nº 129/77, DR 226 de 29 Setembro 1977
Enquadramento: Urbano, isolado em terreno junto à Capela do Calvário
Descrição do Monumento: Soco de 3 degraus de planta quadrangular. Coluna oitavada sobrepujada por uma cruz chanfrada tendo esculpida numa das faces a figura de Cristo e na outra, oposta, São João Evangelista ajoelhado amparando Nossa Senhora desfalecida.
Utilização Inicial: Cultual: cruzeiro
Utilização Actual: Marco religioso-cultural
Propriedade: Pública: estatal
Época Construção: Séc. 16
Cronologia
1512 - A vila de Alpalhão teve foral por D. Manuel; Séc. 16, meados - erecção do cruzeiro (KEIL, 1940) ; a Capela do Calvário é obra de finais do século; 1953 - obras de reconstrução pela Junta de Freguesia, tendo sido demolido o bloco de granito no qual assentava; posterior suspensão dos trabalhos pela DGEMN e reconstrução da base; 1957, c. de - retomadas as obras de reconstrução conferindo-lhe o aspecto actual.
Tipologia: Arquitectura religiosa, quinhentista. Cruzeiro sobre soco de planta quadrada, com coluna oitavada figurando num dos lados Cristo na Cruz e no lado oposto as figuras de São João Evangelista amparando a Nossa Senhora desfalecida.
Características Particulares: A figuração de Nossa Senhora desfalecida sustida por São João Evangelista, ajoelhado e trajando á moda quinhentista. Materiais: Granito
KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Portalegre, vol. I, Lisboa, 1940.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 -Resultados e composição dos órgãos de Freguesia


Realizaram-se no passado dia 29 de Setembro as eleições autárquicas, com a nova configuração resultante da chamada "Reorganização Administrativa" e que no concelho de Nisa agregou as freguesias de Arez e Amieira do Tejo e também as do Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e S. Simão.
Na eleição da Assembleia de Freguesia de Alpalhão verificaram-se os seguintes resultados:

Após a instalação dos órgãos desta União de Freguesias, a composição dos mesmos ficou como segue:
Junta de Freguesia
Presidente: Ana Cecília Carrilho Manteiga - PCP/PEV - CDU
Secretário: Catarina Isabel Carrilho Couto - PCP/PEV - CDU
Tesoureiro: Mário Duarte Guedelha - PSD/CDS
Assembleia de Freguesia
Presidente: Ana Andreia Bugalho Maia - PCP/PEV - CDU
1º Secretário: Lúcio Joaquim Valente Caldeira - PSD/CDS
2º Secretário: Lúcia Maria Poupino - PSD/CDS
VOGAIS
António Correia Rovisco - PS
Maria Alcina de Jesus Costa Silva Batista - PSD/CDS
José João Lopes Cotrim - PS
José Manuel Correia Rosa - PCP/PEV - CDU
João Martins Ribeiro Fortunato - PCP/PEV - CDU
Carlos Joaquim Soares – PCP/PEV - CDU

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Alpalhão movimentou 35 dadores de sangue










A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – desenvolveu mais uma brigada ainda em Agosto. Foi no último dia do mês e em Alpalhão, no Concelho de Nisa. À sede do Grupo de Ciclo Alpalhoense dirigiram-se 35 potenciais dadores, dos quais oito mulheres.
Nem todos puderam colaborar nesta oportunidade, assim o ditaram os exames de saúde realizados. Mas sempre foram recolhidas 31 unidades de sangue.
Ninguém se estreou a estender o braço. Mas o Registo Português de Dadores de Medula Óssea passou a contar com mais duas inscrições.
A Junta de Freguesia de Alpalhão comparticipou o almoço de confraternização que foi servido num restaurante da terra.
O Presidente da ADBSP é natural de Alpalhão e mostrou-se agradado por esta presença encorajadora de voluntários numa localidade que é sede de Freguesia. E quando assim é todos estamos de parabéns!
Outras colheitas
Por iniciativa da ADBSP irão ter lugar brevemente estas brigadas: Portalegre a 14 de Setembro, na sede do Grupo Motard Novo Milénio (junto à pista de Karting); Sousel nos Bombeiros a 28 de Setembro; Arronches no edifício do Rancho Folclórico a 05 de Outubro!
Compareça!

JR

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALPALHÃO: A morte de um homem bom

1. De forma súbita e brutal, com intenso  pânico e sofrimento para a Maria Inês e o Carlos enquanto aguardavam o INEM / VMER, nos primeiros minutos desta segunda feira, Agostinho Madureira Pinto deixou o mundo dos vivos.
Mais conhecido, em Alpalhão, por Camões, pelos amigos carinhosamente tratado por «poeta», morre após um domingo passado a transmitir o seu carinho às netas, algo de elementar num homem tão humano.
 2. Operário de têmpera, ao longo da sua carreira sempre cumpriu exemplarmente tanto como trabalhador ciente dos seus deveres, como homem apegado aos seus direitos e com espírito lutador, lamentando, tantas vezes, a fragilidade da ação sindical no setor das pedras no concelho de Nisa. Muitas vezes, interrogando-se a si próprio do porquê desta contradição, intrigado com a falta de resposta para as suas preocupações e ansiedades.
3.Desde a primeira hora da democracia, ainda no tempo em que am Alpalhão a ação política era exercida quase clandestinamente, esteve sempre disponível para, com outros homens bons, dar a cara (e o nome) para assegurar as escassas dezenas de votos que eram recebidos pela FEPU. Humildemente, não mudou de caráter com a passagem para a APU vitoriosa (1982). Desinteressado de benesses, com a mesma colaboração que sempre deu aos comunistas e seus aliados. Em Alpalhão, a esse título, vale a pena (porque merecem) recordar os velhos Boaventura, Ideia, Paixão (pai), com o João Fortunato (felizmente ainda vivo) a aceder ao encabeçamento das listas eleitorais.
4. Generoso, o «Camões» estava em tudo o que era iniciativa popular  «alpalhoeira». Com legítimo orgulho, ajudando (sempre na retaguarda, por feitio) o «seu» Desportivo, no futebol e no trabalho de montagem da festa anual da terra.
Morreu, justamente, no momento em que, com outros camaradas, voluntária,  desinteressada e entusiasticamente, edificava a estrutura que a partir de 9 de agosto acolherá os festejos anuais organizados pelo GDRA, com a colaboração de outra associações locais.
O Agostinho partiu do nosso convívio, mas o seu exemplo de cidadão interveniente e solidário irá perdurar na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de, com ele, sonharem e lutarem por um mundo novo, mais justo e fraterno.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Agradável afluência de dadores de sangue em Alpalhão







Para uma Freguesia de um concelho do interior: o que se pode dizer é que decorreu com agradável afluência a colheita que a Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – levou a efeito, a 23 de Março, em Alpalhão, concelho de Nisa. Isto mesmo nos disse António Eustáquio que também salientou a presença de cinco novos dadores de sangue, entre eles um jovem casal.
A brigada teve lugar na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense e reuniu 39 voluntários, dos quais 13 mulheres.
Os exames médicos preliminares ditaram que nem todos poderiam estender o braço, sendo certo que foram armazenadas 33 unidades de sangue
No local da colheita foi servido o almoço convívio patrocinado pela Junta de Freguesia de Alpalhão.
Em Abril três colheitas
As próximas acções da ADBSP têm lugar aos sábados, entre as 09.00 h e as 13.00 horas: Sousel vai receber uma brigada, a 6 de Abril, nos Bombeiros; Arronches será brindada a 13 de Abril, nas instalações do Rancho Folclórico; Vale de Cavalos tem data marcada para 20 de Abril, na sede do Grupo Desportivo Cultural e Social desta Freguesia de Portalegre.
Certamente que aguardamos a presença de todos!
JR

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sinalização e marcação do Caminho de Santiago no concelho de Nisa

 O Sector de Atividades Desportivas e Lazer da Câmara Municipal de Nisa está a implementar o projeto de Sinalização e Marcação do Caminho de Santiago na sua passagem pelo concelho de Nisa.
O principal objetivo deste projeto é a correta orientação dos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela, mas tem outros objetivos transversais, como a definição de etapas que contemplem a pernoita de peregrinos tanto em Alpalhão como em Nisa, contribuindo desta forma para a sustentabilidade do comércio local designadamente nas vertentes da restauração e da hotelaria. 
Foram realizados trabalhos de prospeção, de reconhecimento e de limpeza em troços do Caminho e está em curso a sinalização e marcação do percurso. O projeto assume relevância, numa altura em que, tanto a sul como a norte do Tejo, os municípios que integram este itinerário se estão a mobilizar no sentido de procederem ao seu levantamento e sinalização.
Nisa integra um dos itinerários portugueses mais antigos até Santiago de Compostela, designado por Caminho Português do Interior, também conhecido como Caminho Português do Leste. Têm o seu início em Tavira, no Algarve e entra na Galiza por Chaves, ligando-se ao Caminho Sanabrês (prolongamento da Via da Prata) e seguindo por este até Santiago. 
Existem diversas referências iconográficas, toponímicas a Santiago no concelho de Nisa. Na obra “Vias Portuguesas de Peregrinação a Santiago de Compostela na Idade Média” de Humberto Baquero Moreno, é referido um documento que se encontra na Torre do Tombo [ Chancelaria de D. Afonso V, livro 15, folha 45 v.], onde é relatado um episódio ocorrido em 1455, envolvendo um casal de peregrinos alemães que se dirigiam a Santiago da Galiza e que  apresentaram ao Juiz da Vila de Nisa, a queixa de terem sido assaltados por três vaqueiros no caminho entre Castelo de Vide e Nisa.
O Caminho Português do Interior entra no concelho de Nisa, junto às passadeiras da Ribeira de Sor, na confluência das freguesias de Vale do Peso (Crato) e de Alpalhão (Nisa), estende-se por cerca de 35 km até alcançar a ponte sobre o rio Tejo (Vila Velha de Ródão). Atravessa as freguesias de Alpalhão, Espirito Santo, Nossa Senhora da Graça, S. Simão e Santana e as localidades de Alpalhão, Nisa e Pé da Serra.
A sinalização deste itinerário contempla três fases distintas:–Sinalização e marcação com setas amarelas e a vieira de Santiago, que nalguns troços comporta também a colocação de postes de madeira e marcos em cimento (sinalética convencionada para a orientação dos peregrinos);– Colocação de sinalética complementar: placas direcionais urbanas, leitores de paisagem ou painéis indicativos;– Formalização de proposta à Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, no sentido de homologar este itinerário como um percurso de Grande Rota.
Fonte: CMNisa