quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ALPALHÃO: Quinta dos Ribeiros promove garraiada


ALPALHÃO comemorou 500 anos do Foral Manuelino





Este fim-de-semana Alpalhão esteve em festa. As comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino, organizadas pela Associação de Jovens de Alpalhão (AJAL), pela Liga de Amigos de Alpalhão (LIAAL) e pela Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara de Nisa, mobilizaram a população, que saiu à rua e recordou o passado, abraçando a história de Alpalhão.
As comemorações arrancaram ainda na noite de sexta-feira, com uma arruada medieval, mas foi no sábado que tiveram a sua verdadeira expressão. Ao início da tarde, João Moisés, ladeado por Gabriela Tsukamoto e Manuel Bichardo, descerrou a placa evocativa dos 500 anos do Foral.
Seguiu-se um desfile pelos locais históricos da vila, ao som da Banda Filarmónica de Alpalhão.
O percurso terminou no Centro de Lazer, onde teve lugar um colóquio subordinado ao contexto histórico do Foral de Alpalhão, apresentado pelo professor João Cosme. As comemorações terminaram ao final da tarde, depois de uma recriação histórica no centro da vila, um dos momentos altos dos festejos, que contaram com uma grande adesão por parte da população da vila.
Mais do que uma festa, a efeméride mostrou ser também um momento de reflexão. João Moisés, presidente da Junta de Freguesia, não escondeu a preocupação com a perda de população, comércio e serviços registada nos últimos anos.
«Artes e ofícios vão acabando. Por este caminho, qualquer dia os nossos concelhos são um grande lar da terceira idade», referiu, salientando que quem nos governa «não se pode esquecer que aqui também é Portugal».
Também Gabriela Tsukamoto criticou a forma com o Poder Central tem olhado para o Interior. De acordo com a edil nisense, «os forais visaram o desenvolvimento do Interior» e hoje, centenas de anos depois, «assiste-se a uma política diferente, de encerramentos e extinções».
«Precisamos que todos percebam os perigos que estamos a correr com estas políticas. Sozinhos não conseguiremos lutar, precisamos de ajuda de todos», declarou a autarca, que teceu vários elogios à população de Alpalhão.•
Um tributo a António Grave Caldeira
Nos momentos que antecederam ao colóquio, João Tavares Mourato, da LIAAL, prestou um tributo ao falecido António Grave Caldeira, «um grande amigo de Alpalhão». Emocionado, João Tavares Mourato recordou as qualidades humanas e intelectuais do falecido amigo, e a forma apaixonada como tentava dinamizar Alpalhão.
Ainda antes de pedir um minuto de silêncio em homenagem a António Grave Caldeira, o responsável lembrou que foi ele o mentor do colóquio e das comemorações.
in "Alto Alentejo" -

O falecimento de António Grave Caldeira


Faleceu, no dia 4, em Lisboa, vítima de um ataque cardíaco, o alpalhoense António Grave Caldeira.
Entusiasta da cultura, das tradições, do património e das gentes de Alpalhão, António Grave Caldeira fazia parte da Liga de Amigos de Alpalhão (LIAAL), da qual foi presidente.
Já reformado da companhia de seguros "Lusitânia Vida", António Grave Caldeira continuou em Lisboa, mas mantinha uma forte ligação a Alpalhão, que ficou chocada com a notícia do seu falecimento.
Foi um dos grandes mentores das comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino a Alpalhão, e foi por isso homenageado durante a efeméride, a que infelizmente já não conseguiu assistir. Faleceu aos 67 anos, muito antes de concretizar vários projectos que tinha desenhado para a sua vida, para a família e para Alpalhão.
À família enlutada, o Alto Alentejo apresenta as mais sentidas condolências.
in "Alto Alentejo" -

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ALPALHÃO: Caminhada "Rota das Pedreiras"

O Grupo Ciclo Alpalhoense promove no próximo dia 5 de Outubro (sexta-feira) a 2ª Caminhada "Rota das Pedreiras".
O passeio pedestre tem a concentração marcada para as 8 horas na sede da associação, estando o início previsto para as 8,30h, com saída em direcção às pedreiras dos Moinhos Queimados (junto à EM entre Alpalhão e Arez), local que será visitado pelos caminheiros e aproveitado para o reforço alimentar.
Após a visita, o passeio prossegue em direcção a Alpalhão, onde será servido o almoço na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense.
Quem estiver interesado em participar, basta contactar o clube organizador, na sede ou através do telemóvel 966953084.
O custo da inscrição é de 7 euros e inclui o almoço e o reforço alimentar durante a caminhada. A organização garante a assitência aos caminheiros durante o percurso com um carro de apoio.

A MORTE DE MANUEL CHAMBEL


Partiu um homem bom e dedicado à sua terra

Manuel Cordeiro Chambel faleceu no passado dia 11 de Setembro, em Alpalhão, terra e freguesia a que dedicou o melhor de si.
Manuel Chambel foi presidente da Junta de Freguesia durante três mandatos e ao longo de 12 anos (1985-1997), tendo desempenhado as suas funções com elevada competência e espírito de bem servir.
Eleito pelo PSD, Manuel Chambel não era, em boa verdade, um político, na real essência da palavra. Considerava-se, antes, um autarca e um servidor do povo da sua freguesia que por três vezes o elegeu, sem margem para dúvidas.
Era um homem de poucas palavras, que privilegiava a acção em detrimento do discurso e da propaganda política. Punha os interesses de Alpalhão acima de tudo, até, muitas vezes, da sua própria vida pessoal e familiar.
A dedicação à sua freguesia e a resolução dos problemas do dia-a-dia que lhe eram solicitados pela população, encontraram sempre em Manuel Chambel uma resposta pronta, atenciosa e eficaz, muitas vezes recorrendo aos seus próprios meios para acudir a esta ou aquela situação mais delicada.
Sei do que falo. Por diversas vezes encontrei o presidente da Junta trabalhando ao lado de outros funcionários da autarquia, ou utilizando a sua camioneta, equipamentos e ferramentas, quando por parte da Câmara não lhes eram satisfeitos os pedidos que fazia.
Não deixava que a falta de material ou equipamentos impedisse a realização da obra que previamente tinha programado.
Na já extensa galeria de autarcas de freguesia do concelho de Nisa, eleitos a seguir ao 25 de Abril, o nome de Manuel Cordeiro Chambel, presidente da Junta de Freguesia de Alpalhão, reluz e reluzirá, intensamente, como a figura de um homem sério, dinâmico e empenhado na valorização da sua terra e por consequência do concelho a que pertencia.
A política pouco lhe dizia, o que o movia era o amor à "pátria alpalhoeira", a vontade de ser útil aos seus concidadãos, de resolver os problemas e engrandecer a freguesia.
Manuel Cordeiro Chambel partiu, Alpalhão fica mais pobre e dele, do autarca e cidadão que soube servir sem nunca se servir, se poderá dizer que morreu um cidadão íntegro e um exemplo que deveria ser seguido por todos os governantes, ministros ou autarcas.
Servir foi o seu lema, dedicação e seriedade a sua linha de conduta.
Merecia uma homenagem mais sincera e mais profunda de todos os alpalhoenses, do que aquela que lhe foi prestada na derradeira despedida.
Partiu do nosso convívio um homem bom. Conheci-o bem e desse convívio ficar-me-á, retida na memória, a grata recordação de um tempo em que as pessoas ainda se moviam por ideais.
Paz à sua memória!
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 26/9/2012