sábado, 18 de dezembro de 2010

Alunos da Etaproni na Festa de Natal da Escola

No dia 16 de Dezembros os alunos do primeiro ano do Curso de Animador Sociocultural da Escola Profissional de Nisa participaram na animação da festa de Natal para as crianças da escola de Alpalhão. Os alunos da Etaproni realizaram várias dinâmicas com as crianças, nomeadamente, modelagem de balões e manuseamento de malabares, assim como apresentaram um pequeno sketch de mímica, que invoca a reflexão sobre a amizade e o espírito de grupo. Tendo em consideração que o grupo de alunos participantes se encontra ainda numa fase embrionária do seu processo formativo, demonstraram uma postura bastante sólida e autónoma, revelando capacidade para se organizarem e se adaptarem a circunstâncias e condições com que se depararam, colocadas pelo espaço e pelos destinatários.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ALPALHÃO: Recolha de sangue juntou cerca de meia centena de dadores




A povoação de Alpalhão, no concelho de Nisa, recebeu uma brigada da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – na manhã de 18 de Setembro de 2010.
Na sede do Grupo Ciclo Alpalhoense, local da colheita, compareceram 48 pessoas. Destas 18 eram do sexo feminino.
Nem todos os presentes estavam em condições de saúde para doar sangue nesta data, pelo que foram recolhidas na freguesia 41 unidades.
De referir que se estrearam três novos voluntários a esticar o braço (dos quais duas mulheres). E todos eles passaram também a fazer parte da lista de eventuais dadores de medula óssea.
No final da manhã foi servido no local da colheita um almoço-convívio patrocinado pela Junta de Freguesia de Alpalhão.
Para António Eustáquio, da ADBSP, os resultados desta acção foram muito positivos, dado trata-se de uma sede de Freguesia. No entanto esperava-se que as mulheres comparecessem em maior número. Realça-se ainda o facto de ter havido três novos dadores de sangue.
Próximas dádivas
Para a manhã de nove de Outubro está marcada mais uma colheita de sangue que terá lugar no Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos (Alegrete). Posteriormente, a 16 de Outubro, está agendada para o Banco de Sangue do Hospital Doutor José Maria Grande a colheita da responsabilidade dos funcionários da Caixa Geral de Depósitos de região de Portalegre.
JRR

IN MEMORIAN: A Joana tinha um sorriso...

....Aberto, franco, imenso, sincero, do tamanho do mundo que a rodeava.
Tinha um sorriso, a Joana, que “desarmava” qualquer um e mostrava a sua infinita bondade, a sua imensa alegria, que a todos contagiava.
A Joana tinha um sorriso, que, aos poucos se foi desvanecendo, corroído por doença incurável.
A Joana tinha um sorriso, um sorriso que não morreu, na hora em que se despediu de todos aqueles a quem amava e que a adoravam. E foram tantos, tantos, um mar de gente, de olhar triste, cabisbaixo, dorido, sentido no adeus precoce à Joana.
Partiu nova, a Joana, no alvor dos seus quarenta anos. Quantos trabalhos e canseiras, quanta dor e determinação para que as luzinhas dos seus olhos pudessem, um dia e sempre, continuar a sorrir como ela.
A Joana tem um sorriso. Terno, meigo, alegre, amigo que continuará a brilhar, lá no alto, no etéreo descanso em que repousa.
Um sorriso, o da Joana, que jamais se apagará e há-de iluminar, com o brilho intenso da esperança, todos aqueles que tiveram, um dia, todos os dias, o privilégio de a ver sorrir...
Mário Mendes

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Convívio de Artilheiros/as nascidos em 1954




Os "Artilheiros" e as "Artilheiras" de 1954, nascidos em Alpalhão, promoveram no passado dia 8 de Agosto mais uma jornada de convívio e de confraternização.
O almoço anual teve lugar no restaurante "Regata" e da alegria e animação entre os artilheiros/as de 1954 "falam" as fotos que publicamos.
Aos 56 anos sabe bem recordar tantas e tantas histórias e emoções, reproduzindo-as num encontro que é também, todos os anos, de reencontro.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Novo Empreendimento de Turismo de Natureza, em Alpalhão




Apresentação do Projecto “MONTE FILIPE HOTEL & SPA”
No dia 30 de Maio pelas 15H30, ocorrerá no Complexo Termal de Nisa a apresentação do projecto do Monte Filipe Hotel & SPA, unidade hoteleira a construir em Alpalhão, com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Nisa e do empreendedor do projecto.
A nova unidade hoteleira a implantar no Monte Filipe, Alpalhão, concelho de Nisa, é um empreendimento classificado como Hotel de 4 Estrelas, e o projecto obteve já parecer favorável do Turismo de Portugal.
O Monte Filipe Hotel & SPA, após a entrada em funcionamento aderirá à Associação de Hotelaria da região e integrará a Naturtejo – EIM, gestora do Geoparque, permitindo-lhe beneficiar de uma estratégia de promoção integrada. O promotor do projecto tem como objectivo o reconhecimento da unidade como “Empreendimento Turístico de Natureza” pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade. Na memória descritiva é referido que o projecto contempla os critérios legalmente previsto para a obtenção dessa classificação, visto inserir-se numa área com valores naturais, potenciando a visitação de áreas naturais, o desporto de natureza e a interpretação ambiental.
O Monte Filipe Hotel & SPA localizar-se-á a menos de 5 Km do Complexo Termal da Fadagosa - o principal equipamento turístico da região, recentemente inaugurado, reconhecido pelas características medicinais das suas águas. A vertente saúde ficou assim reforçada, complementando as vertentes já existentes no Município e consagradas ao longo dos anos: - artesanato, com destaque para a olaria, bordados e rendas; - produtos alimentares, queijo, enchidos e mel; - património natural, o que justificou a adesão ao Geoparque Naturtejo – primeiro Geoparque português.
O edifício que acolherá a unidade hoteleira resulta de um entendimento e estudo das potencialidades e especificidades de terreno e de toda a envolvente e de uma procura de diálogo formando um todo harmonioso. O edifício terá 3 pisos: - Na cave tem lugar o Spa com 4 gabinetes para massagens, tratamentos de beleza e bem-estar, sauna, banhos turcos, jacuzzi, piscina interior e exterior biológica; - No rés do chão localizam-se as zonas de recepção/atendimento, restaurante,,sala de formação e convenções,; loja de artesanato, instalções sanitárias, quartos, cozinha, zonas de serviços, armazenagem e áreas técnicas; - No piso 1 localiza-se a unidade de alojamento com 50 quartos - 48 quartos duplos, 2 quartos preparados para pessoas de mobilidade condicionada , 2 suites. A capacidade máxima da unidade é de 100 pessoas
O tratamento dos espaços verdes e espaços exteriores pretende valorizar as áreas e incluí-las num todo estruturado e coerente. Procura-se a funcionalidade, conforto e versatilidade nos espaços públicos. O mobiliário urbano e equipamentos terão urbanidade e design de qualidade. A estrutura pedonal assegurará os melhores parâmetros de mobilidade e acessibilidade. A valorização da estrutura verde contribuirá para a preservação da fauna, flora e geologia local. A área destinada ao estacionamento contempla 1 lugar para veículos de transporte colectivo e 51 lugares individuais, 3 dos quais destinados a pessoas com mobilidade condicionada.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

OPINIÃO:Na esteira da homenagem à ainda presença de José Maria Moura (Professor Moura)

Meu Caro Zé:Acabei agora de passar os olhos por algumas justas e bonitas palavras que te dedicou Mário Mendes, in Jornal de Nisa, a propósito da homenagem que te promoveu a Câmara Municipal de Nisa sobre a tua pessoa e figura.
Para nós comovedora homenagem.
Já lá vão longos os anos em que menino de seis anos adentrámos as portas da sala de aula da instrução primária comum com a vossa terceira classe, que continuámos a partilhar com vossa quarta classe (nossa segunda classe) e a minha (nossa carteira, minha e do meu querido companheiro, único e saudoso companheiro de carteira da primeira à quarta classe, o António Maria Pereira Bicho… meu caro, meu bom, meu inigualável companheiro…) era ao lado da tua, o que nos dava um honroso estatuto de vizinhança, que o nosso excelso Professor António Paralta Figueiredo patrocinava…. De modo que logo ali comecei a ver quem eras … a perceber a tua bondade e grande compreensão pelos outros…Era uma bondade quasi familiar…
E aquelas quartas-feiras quando o Prof. não estava … quais os piores, os da primeira ou da terceira classe? E aquela bondosa conivência da Senhora Josefa, que identificada connosco sabia que a denúncia era palavra proibida…?
De modo que não me tenha espantado que essa tua natural e congénita bonomia e sorriso permanentes tenham sido realçados nos textos que justamente te dedicaram, e que te acompanharam para sempre.
Depois o elegantíssimo e grande atleta e capitão do Sport Nisa e Benfica (e treinador) atingindo altíssimo rendimento para um amador, que afinal justificava que atingisses outros níveis (se é que é permitida ou consentida esta expressão) facilmente ao teu alcance …dadas as tuas excepcionais e únicas qualidades de atleta e desportista, que o curso do INEF te veio fazer ainda resplandecer mais.
Jamais te vi uma crítica feia ou agressiva para quem quer que fosse, prova da tua altíssima craveira moral e cívica.
Tal homenagem impunha-se pois não só por razões institucionais, mas ainda por fortes razões de ordem transcendental…
Tu não fostes …és, tu não estavas …estás, as pessoas assim não morrem, e tu, na dimensão em que estás, sabes melhor que nós que tens (conquistaste) esse direito de estar presente connosco… sempre, num dedicado … até amanhã.
João Castanho

terça-feira, 23 de março de 2010

ALPALHÃO: As solenidades do Senhor dos Passos







Constitui uma das mais sentidas e profundas manifestações religiosas, a procissão do Senhor dos Passos em Alpalhão. Assim aconteceu uma vez mais no passado domingo e das solenidades dão-nos um vibrante testemunho fotográfico, as imagens colhidas pelo nosso amigo João Carrilho, um gafetense-alpalhoeiro a quem deixamos o nosso público agradecimento.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ALPALHÃO: Entrevista ao Presidente da Junta

“Alargamento do cemitério é a obra mais premente”, defende João Duarte Moisés – Presidente da Freguesia de Alpalhão
O que faz um socialista na presidência de uma Freguesia “tradicionalmente” do PSD?
As pessoas acreditaram que eu podia fazer alguma coisa. Antes tinha estado na Santa Casa da Misericórdia, à frente do Alpalhoense e da Sociedade Recreativa e julgo que deixei uma imagem de concretização e de seriedade. Mesmo quando estive em Marvão, tive sempre Alpalhão no pensamento.
Terá havido mais mérito da sua candidatura ou demérito do trabalho do executivo anterior?
Não quero fazer juízos de valor sobre aqueles que me antecederam, mas sim partir daqui para a frente. A minha simpatia sempre foi pelo PS e candidatei-me para dar um abanão nesta terra e tentar resolver alguns problemas que não tinham sido resolvidos.
Quais são os principais problemas que pretende resolver?
Não prometi nada durante a campanha, mas a minha principal preocupação é o alargamento do cemitério, pois só temos 13 sepulturas libertas. E se lhe disser que temos cerca de 200 pessoas com mais de 80 anos e destas, 50 com 90 anos e mais fico apreensivo, pois seria muito difícil para qualquer alpalhoeiro ver um conterrâneo ser sepultado fora da sua terra.
Esse problema já existia no mandato anterior. Por que não foi resolvido?
O projecto de alargamento do cemitério está quase concluído, faltavam os sanitários. É um projecto com custos de execução de mais de 170 mil euros, uma verba incomportável para a Junta que não tem meios para o executar. Mas não deixa de ser o problema mais premente e a carecer de resolução.
O que tem feito a Junta neste início de mandato?
Quando entrei na freguesia notei um certo desleixo no aspecto da limpeza. A acção imediata foi incidir na limpeza da vila que estava muito conspurcada.
Fizemos a limpeza de muitos locais, instalação de placards para sensibilizar para o depósito correcto dos lixos e reconheço que a nível de reciclagem ainda há muito a fazer.
No aspecto patrimonial, procedemos à limpeza da Fonte da Feiteira, está completamente recuperada, com o apoio da Câmara, faltando apenas a pintura. O alpendre da ermida do Mártir Santo foi igualmente restaurado e limpo. A Torre do Relógio estava às escuras e foi reposta a iluminação.
O que poderão os alpalhoenses esperar do Plano de Actividades para 2010?
O Plano de Actividades e Orçamento foi aprovado e tem um valor de 373.140 euros. Como disse a principal preocupação é a obra de ampliação do cemitério. A outra obra que considero essencial é a substituição da conduta da Fonte Velha. São entre 1.200 a 1500 metros de tubagem desde a nascente aos fontenários e não faz sentido deixarmos de aproveitar uma água tão boa e que durante muitos anos abasteceu Alpalhão.
Faltam passeios pedonais em vários locais da vila, nomeadamente, no centro e na Estrada das Amoreiras.
E qual o apoio previsto para as festividades locais?
A Feira dos Enchidos está no Plano e Orçamento e posso adiantar-lhe que este ano, vamos ter em Alpalhão a Orquestra Ligeira do Exército. No que refere a outras festividades, as freguesias não têm vocação para organizar festas, mas sim dar toda a colaboração possível, às associações que as pretendam organizar, como por exemplo na festa do Mártir Santo e outras.
Qual o “peso” do funcionamento da Junta?
A Freguesia tem quatro funcionários permanentes e mais quatro cedidos pelo Centro de Emprego. A estes temos de pagar 20 por cento do vencimento, o subsídio de almoço e o seguro. As despesas só com pessoal são consideráveis, pouco sobrando para algum investimento mais significativo. Até ao momento, o que tenho solicitado à Câmara tem sido respondido favoravelmente, nem outra coisa seria de esperar, pois só com a colaboração entre todas as entidades é que é possível melhorar a vida das populações.
De que formas prevê a Junta apoiar as colectividades de Alpalhão?
A minha opinião é que há uma certa dispersão de colectividades em Alpalhão. A Sociedade Recreativa está um pouco amorfa. A AJAL tem algumas iniciativas. Temos o Grupo Desportivo, a Filarmónica, o Cicloturismo, as Contradanças. Não sei se são muitas associações para uma terra só, mas penso que uma “guerra” não se ganha com o exército desunido, mas com união. A esse propósito vai ser feito um contrato de comodato com o Grupo Ciclo e a AJAL para instalarem as suas sedes no antigo Matadouro.
E o que pensa acerca das obras de iniciativa camarária, nomeadamente o loteamento do Calvário e o Centro Cultural?
Sobre o Calvário é complicado para mim explicar porque estive e estou contra. Metade da vila de Alpalhão está à venda. Os que aqui residem quase todos têm casa própria. Há muita oferta e pouca procura porque não se vê possibilidades de fixação de jovens em Alpalhão.
Temos um centro histórico, muito bonito, mas está a ficar deserto, “às baratas”.
O Centro Cultural, a ser feito, é uma obra que poderá dar um grande enriquecimento cultural à freguesia, mas não deixo de referir que o edifício da Junta não tem condições. Para além de ser um edifício degradado é de difícil acesso para as pessoas mais idosas. Por outro lado falta um espaço em Alpalhão para as actividades culturais.
Justifica-se a instalação de um pólo industrial em Alpalhão?
As pequenas indústrias existentes estão muito dispersas e a instalação de um pólo industrial ou de actividades económicas poderia trazer algumas mais valias e aproveitar a proximidade do IP2 e a ligação a Espanha.
Como vê a situação social da freguesia?
A situação social não é a melhor. Não há emprego onde as pessoas se possam fixar e a própria juventude afasta-se da terra. Onde não há juventude não há vida e os idosos não investem, estão acomodados.
A Junta não tem condições financeiras nem humanas para atrair pessoas e empresas.
Esta é a realidade.
Sente-se satisfeito com o trabalho realizado?
A nossa acção inicial incidiu na limpeza, na recuperação da Praça de Touros e na recuperação e limpeza de árvores que estavam depauperadas. Temos estado a tempo inteiro na Junta e por isso estamos optimistas quanto ao futuro. Para isso contamos com a colaboração de toda a população para levarmos a bom porto este “navio” que é difícil de pilotar.
Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre"