quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OPINIÃO: Solidariedade com os trabalhadores da "Granitos Maceira, SA" e "Singranova", de Alpalhão

“Navegando a Alma” Kemal Tufan (Turquia) -Esta obra situa-se entre a vila de Alpalhão e a Igreja de Nª Srª da Redonda
É uma vergonha o que o Senhor Comendador Francisco Ramos e respectiva família estão a fazer, com a cobertura do governo, nas suas empresas de exploração de granito, vulgo pedreiras, em Alpalhão, ao não pagarem alguns subsídios e mantendo alguns meses de salários em atraso que só não atingem maiores proporções devido à intervenção do sindicato. As empresas são a "Granitos Maceira, SA" e a Singranova.
São mais duas empresas em que tudo está a ser feito para abrir falência. Apesar de não pagarem os salários a quem trabalha, Comendador e filho sempre que se deslocam às instalações da empresa fazem-no em luxuosos veículos topo de gama e lá vão mantendo o seu iatezito para uns passeios marítimos.
Os políticos que compareceram nas cerimónias de inauguração das empresas que foram apresentadas ao país como salvadoras da economia da região e nas bienais da pedra e que clamavam belos discursos prenhes de loas ao Senhor Comendador, agora esquecem-se de defender os trabalhadores que trabalham e não recebem.
Entretanto, o Estado fez o senhor Francisco Ramos, Comendador; a Câmara Municipal de Nisa homenageou-o com o nome e monumento numa rotunda da vila alpalhoense e o povo trabalhador, simples e humilde guardou-lhe o respeito que sempre revela para com aqueles que lhe dão trabalho e salário.
Senhor Comendador, respeite este povo e cumpra para com ele as suas obrigações: pague-lhes o que deve.
Se não o pode fazer e como parece que até há muito trabalho e a produção tem saída, abandone as empresas e deixe a gerência aos trabalhadores.
Afinal já o Zeca cantava: "dêem as pipas ao povo / só ele sabe guardá-las".
Jaime Crespo

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Compadres lembrados no Carnaval de Alpalhão



Na passada quinta-feira (dia 12) Alpalhão viveu o seu primeiro dia de Carnaval - Dia de Compadres. Foram poucos os "compadres" que apareceram, mas as senhoras "comadres" não deixaram passar este dia em claro e de "luto" vestidas e contando com a participação das crianças do ATL, recriaram como só as alpalhoeiras sabem fazer, o “Enterro dos Compadres”, uma hilariante manifestação de bom humor e divertimento, para a qual contaram também com a participação de algumas idosas do Lar.
Como todos os anos, o "cortejo fúnebre" percorreu as ruas de Alpalhão, com o compadre num "caixão" de cartão, cartazes, cruzes decoradas com urtigas e claro com muitas "viúvas" a acompanhar e a carpirem, em cada paragem do cortejo, o "choro" ou "pranto", a "mágoa" e a "dor" pela perda e despedida.
"Cerimónias" com encenação e quadras populares a preceito dedicadas a tão ilustre "compadre" e à efeméride. Aqui ficam algumas fotos, disponibilzadas, amavelmente, por Paula Varela, e que desde já agradecemos.