quinta-feira, 19 de março de 2015

Grupo Ciclo Alpalhoense: 20 anos a pedalar pelo convívio e pela natureza














Centena e meia de populares juntaram-se no passado sábado, 28 de Fevereiro,em Alpalhão, para comemorarem o 20º aniversário do Grupo Ciclo Alpalhoense.
Uma festa que começou com um almoço convívio e se prolongou pela tarde fora com muita música e animação.
Há 20 anos e após uma iniciativa de BTT que juntou 86 participantes, nascia a 26/2/1995, o Grupo Ciclo Alpalhoense. Foram seus fundadores José Martins, Francisco Guedelha, Abel Maia, António Alves, António Mourato, António Bugalho, Rogério Godinho, António Paulino, Joaquim da Rosa, José Rosa, Xenofonte Martins e João Freire.
“A principal actividade que desenvolvemos é o cicloturismo, temos actualmente 18 praticantes inscritos na Federação Portuguesa de Cicloturismo”, explica-nos José Maria Gonçalves Martins, presidente da colectividade, cargo que exerce há cerca de duas décadas.
O Grupo Ciclo Alpalhoense promove também um convívio de pesca anual, passeios pedestres, os festejos de Santo António e outras iniciativas do agrado dos seus 130 associados. Dispõe de sede própria, as antigas instalações do matadouro, pertencentes à Junta de Freguesia e recuperadas pela Câmara, depois de 16 anos em instalações alugadas e que constituíam uma grande encargo.
José Martins considera “muito positivos” estes 20 anos de actividade do GCA, “só possíveis pela entreajuda de todos os elementos das várias direcções, que mantém, diariamente, a associação aberta”, deixando no entanto um apelo. “As instalações foram recuperadas mas as obras não estão ainda concluídas, pois falta melhorar o piso na sala principal e noutros compartimentos. Neste dia de festa, apelo para a Câmara Municipal, no sentido de nos apoiar, monetariamente ou em obras, para que possamos melhorar as instalações e torná-las mais dignas.”
Ao fim de 20 anos à frente do GCA, José Martins considera que chegou a hora de dar lugar aos mais novos, disponibilizando-se para colaborar com os futuros corpos sociais e deixando uma mensagem aos sócios e amigos da colectividade.
“Peço aos sócios e entidades, que se mantenham fiéis à associação e ao espírito cicloturista. À população que nos continue a apoiar e nos visite, as portas estão sempre abertas.”
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 11/3/2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Trabalhadores dos granitos de Alpalhão em greve pelo pagamento das renumerações.

Os trabalhadores da empresa Granitos de Maceira - Alpalhão iniciam às 8 horas de hoje, 4 de fevereiro, uma greve exigindo o pagamento de três meses de salário e de quinze subsídios de férias e de Natal que há oito anos não lhes são pagos.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano juntar-se-á ao Piquete de greve à porta da empresa.
Portalegre, 4 de fevereiro de 2015
A Comissão Executiva da USNA/cgtp

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Restaurante "Regata" certificado pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo


A Regata - "Restaurante Alentejano recheado de Sabores", tem a partir de ontem, dia 29, responsabilidades acrescidas, pois conseguiu a Certificação de Conformidade Referencial da Restauração Alentejana - Alentejo Bom Gosto.
João Junceiro, proprietário do restaurante Regata, exprimiu, deste modo o seu contentamento pela conquista do galardão.
"Muito obrigado a toda a equipa que tornou isto possível em especial ao Dr. Ceia da Silva e aproveito para fazer das suas palavras, as minhas palavras.
"Valorizar o receituário e os produtos do Alentejo, garantir a qualidade do serviço dos restaurantes, prestar informação de excelência aos turistas sobre a gastronomia e produtos endógenos, e consolidar o produto turístico gastronomia e vinhos são os objectivos principais do projecto.
Neste contexto, os 21 restaurantes já certificados na Região – 10 numa primeira fase e 11 agora – cumprem um referencial que, previamente definido, apresenta vários parâmetros qualitativos que variam entre a confecção de receitas genuinamente alentejanas ou a utilização de ingredientes exclusivamente produzidos na nossa região
Factores como a decoração, o ambiente ou o serviço, assim como a apresentação de uma ementa constituída, maioritariamente, por pratos tipicamente alentejanos ou uma carta de vinhos, entre outros, são igualmente decisivos no processo de certificação
Consciente de que a certificação e o selo de qualidade são decisivos na afirmação e diferenciação de um destino, a Entidade Regional de Turismo considera a certificação dos restaurantes e o projecto onde esta se insere – designado por “Alentejo Bom Gosto” – uma garantia de qualidade e uma importante alavanca promocional para os agentes do sector."
O restaurante Regata de Alpalhão junta a excelência da qualidade de serviço e da satisfação dos clientes ao Bom Gosto Alentejano, expresso na diversidade e sabor da sua gastronomia, um referencial do concelho e da região transtagana.

Parabéns à Regata!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 -Resultados e composição dos órgãos de Freguesia


Realizaram-se no passado dia 29 de Setembro as eleições autárquicas, com a nova configuração resultante da chamada "Reorganização Administrativa" e que no concelho de Nisa agregou as freguesias de Arez e Amieira do Tejo e também as do Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e S. Simão.
Na eleição da Assembleia de Freguesia de Alpalhão verificaram-se os seguintes resultados:

Após a instalação dos órgãos desta União de Freguesias, a composição dos mesmos ficou como segue:
Junta de Freguesia
Presidente: Ana Cecília Carrilho Manteiga - PCP/PEV - CDU
Secretário: Catarina Isabel Carrilho Couto - PCP/PEV - CDU
Tesoureiro: Mário Duarte Guedelha - PSD/CDS
Assembleia de Freguesia
Presidente: Ana Andreia Bugalho Maia - PCP/PEV - CDU
1º Secretário: Lúcio Joaquim Valente Caldeira - PSD/CDS
2º Secretário: Lúcia Maria Poupino - PSD/CDS
VOGAIS
António Correia Rovisco - PS
Maria Alcina de Jesus Costa Silva Batista - PSD/CDS
José João Lopes Cotrim - PS
José Manuel Correia Rosa - PCP/PEV - CDU
João Martins Ribeiro Fortunato - PCP/PEV - CDU
Carlos Joaquim Soares – PCP/PEV - CDU

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALPALHÃO: A morte de um homem bom

1. De forma súbita e brutal, com intenso  pânico e sofrimento para a Maria Inês e o Carlos enquanto aguardavam o INEM / VMER, nos primeiros minutos desta segunda feira, Agostinho Madureira Pinto deixou o mundo dos vivos.
Mais conhecido, em Alpalhão, por Camões, pelos amigos carinhosamente tratado por «poeta», morre após um domingo passado a transmitir o seu carinho às netas, algo de elementar num homem tão humano.
 2. Operário de têmpera, ao longo da sua carreira sempre cumpriu exemplarmente tanto como trabalhador ciente dos seus deveres, como homem apegado aos seus direitos e com espírito lutador, lamentando, tantas vezes, a fragilidade da ação sindical no setor das pedras no concelho de Nisa. Muitas vezes, interrogando-se a si próprio do porquê desta contradição, intrigado com a falta de resposta para as suas preocupações e ansiedades.
3.Desde a primeira hora da democracia, ainda no tempo em que am Alpalhão a ação política era exercida quase clandestinamente, esteve sempre disponível para, com outros homens bons, dar a cara (e o nome) para assegurar as escassas dezenas de votos que eram recebidos pela FEPU. Humildemente, não mudou de caráter com a passagem para a APU vitoriosa (1982). Desinteressado de benesses, com a mesma colaboração que sempre deu aos comunistas e seus aliados. Em Alpalhão, a esse título, vale a pena (porque merecem) recordar os velhos Boaventura, Ideia, Paixão (pai), com o João Fortunato (felizmente ainda vivo) a aceder ao encabeçamento das listas eleitorais.
4. Generoso, o «Camões» estava em tudo o que era iniciativa popular  «alpalhoeira». Com legítimo orgulho, ajudando (sempre na retaguarda, por feitio) o «seu» Desportivo, no futebol e no trabalho de montagem da festa anual da terra.
Morreu, justamente, no momento em que, com outros camaradas, voluntária,  desinteressada e entusiasticamente, edificava a estrutura que a partir de 9 de agosto acolherá os festejos anuais organizados pelo GDRA, com a colaboração de outra associações locais.
O Agostinho partiu do nosso convívio, mas o seu exemplo de cidadão interveniente e solidário irá perdurar na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de, com ele, sonharem e lutarem por um mundo novo, mais justo e fraterno.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sinalização e marcação do Caminho de Santiago no concelho de Nisa

 O Sector de Atividades Desportivas e Lazer da Câmara Municipal de Nisa está a implementar o projeto de Sinalização e Marcação do Caminho de Santiago na sua passagem pelo concelho de Nisa.
O principal objetivo deste projeto é a correta orientação dos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela, mas tem outros objetivos transversais, como a definição de etapas que contemplem a pernoita de peregrinos tanto em Alpalhão como em Nisa, contribuindo desta forma para a sustentabilidade do comércio local designadamente nas vertentes da restauração e da hotelaria. 
Foram realizados trabalhos de prospeção, de reconhecimento e de limpeza em troços do Caminho e está em curso a sinalização e marcação do percurso. O projeto assume relevância, numa altura em que, tanto a sul como a norte do Tejo, os municípios que integram este itinerário se estão a mobilizar no sentido de procederem ao seu levantamento e sinalização.
Nisa integra um dos itinerários portugueses mais antigos até Santiago de Compostela, designado por Caminho Português do Interior, também conhecido como Caminho Português do Leste. Têm o seu início em Tavira, no Algarve e entra na Galiza por Chaves, ligando-se ao Caminho Sanabrês (prolongamento da Via da Prata) e seguindo por este até Santiago. 
Existem diversas referências iconográficas, toponímicas a Santiago no concelho de Nisa. Na obra “Vias Portuguesas de Peregrinação a Santiago de Compostela na Idade Média” de Humberto Baquero Moreno, é referido um documento que se encontra na Torre do Tombo [ Chancelaria de D. Afonso V, livro 15, folha 45 v.], onde é relatado um episódio ocorrido em 1455, envolvendo um casal de peregrinos alemães que se dirigiam a Santiago da Galiza e que  apresentaram ao Juiz da Vila de Nisa, a queixa de terem sido assaltados por três vaqueiros no caminho entre Castelo de Vide e Nisa.
O Caminho Português do Interior entra no concelho de Nisa, junto às passadeiras da Ribeira de Sor, na confluência das freguesias de Vale do Peso (Crato) e de Alpalhão (Nisa), estende-se por cerca de 35 km até alcançar a ponte sobre o rio Tejo (Vila Velha de Ródão). Atravessa as freguesias de Alpalhão, Espirito Santo, Nossa Senhora da Graça, S. Simão e Santana e as localidades de Alpalhão, Nisa e Pé da Serra.
A sinalização deste itinerário contempla três fases distintas:–Sinalização e marcação com setas amarelas e a vieira de Santiago, que nalguns troços comporta também a colocação de postes de madeira e marcos em cimento (sinalética convencionada para a orientação dos peregrinos);– Colocação de sinalética complementar: placas direcionais urbanas, leitores de paisagem ou painéis indicativos;– Formalização de proposta à Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, no sentido de homologar este itinerário como um percurso de Grande Rota.
Fonte: CMNisa

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ALPALHÃO comemorou 500 anos do Foral Manuelino





Este fim-de-semana Alpalhão esteve em festa. As comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino, organizadas pela Associação de Jovens de Alpalhão (AJAL), pela Liga de Amigos de Alpalhão (LIAAL) e pela Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara de Nisa, mobilizaram a população, que saiu à rua e recordou o passado, abraçando a história de Alpalhão.
As comemorações arrancaram ainda na noite de sexta-feira, com uma arruada medieval, mas foi no sábado que tiveram a sua verdadeira expressão. Ao início da tarde, João Moisés, ladeado por Gabriela Tsukamoto e Manuel Bichardo, descerrou a placa evocativa dos 500 anos do Foral.
Seguiu-se um desfile pelos locais históricos da vila, ao som da Banda Filarmónica de Alpalhão.
O percurso terminou no Centro de Lazer, onde teve lugar um colóquio subordinado ao contexto histórico do Foral de Alpalhão, apresentado pelo professor João Cosme. As comemorações terminaram ao final da tarde, depois de uma recriação histórica no centro da vila, um dos momentos altos dos festejos, que contaram com uma grande adesão por parte da população da vila.
Mais do que uma festa, a efeméride mostrou ser também um momento de reflexão. João Moisés, presidente da Junta de Freguesia, não escondeu a preocupação com a perda de população, comércio e serviços registada nos últimos anos.
«Artes e ofícios vão acabando. Por este caminho, qualquer dia os nossos concelhos são um grande lar da terceira idade», referiu, salientando que quem nos governa «não se pode esquecer que aqui também é Portugal».
Também Gabriela Tsukamoto criticou a forma com o Poder Central tem olhado para o Interior. De acordo com a edil nisense, «os forais visaram o desenvolvimento do Interior» e hoje, centenas de anos depois, «assiste-se a uma política diferente, de encerramentos e extinções».
«Precisamos que todos percebam os perigos que estamos a correr com estas políticas. Sozinhos não conseguiremos lutar, precisamos de ajuda de todos», declarou a autarca, que teceu vários elogios à população de Alpalhão.•
Um tributo a António Grave Caldeira
Nos momentos que antecederam ao colóquio, João Tavares Mourato, da LIAAL, prestou um tributo ao falecido António Grave Caldeira, «um grande amigo de Alpalhão». Emocionado, João Tavares Mourato recordou as qualidades humanas e intelectuais do falecido amigo, e a forma apaixonada como tentava dinamizar Alpalhão.
Ainda antes de pedir um minuto de silêncio em homenagem a António Grave Caldeira, o responsável lembrou que foi ele o mentor do colóquio e das comemorações.
in "Alto Alentejo" -

O falecimento de António Grave Caldeira


Faleceu, no dia 4, em Lisboa, vítima de um ataque cardíaco, o alpalhoense António Grave Caldeira.
Entusiasta da cultura, das tradições, do património e das gentes de Alpalhão, António Grave Caldeira fazia parte da Liga de Amigos de Alpalhão (LIAAL), da qual foi presidente.
Já reformado da companhia de seguros "Lusitânia Vida", António Grave Caldeira continuou em Lisboa, mas mantinha uma forte ligação a Alpalhão, que ficou chocada com a notícia do seu falecimento.
Foi um dos grandes mentores das comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino a Alpalhão, e foi por isso homenageado durante a efeméride, a que infelizmente já não conseguiu assistir. Faleceu aos 67 anos, muito antes de concretizar vários projectos que tinha desenhado para a sua vida, para a família e para Alpalhão.
À família enlutada, o Alto Alentejo apresenta as mais sentidas condolências.
in "Alto Alentejo" -

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Comemorações dos 500 Anos do Foral Manuelino


Nos dias 12 e 13 de Outubro, a Junta de Freguesia de Alpalhão assinala os 750 anos do Foral da vila atribuído em 1512 pelo Rei D. Manuel.
Em 1497, D. Manuel deu ordens para que fossem recolhidos todos os velhos forais do reino, com o objetivo de os refazer e atualizar. Esta tarefa prolongou-se até 1520. Os Novos Forais – Forais Manuelinos - tinham como objetivo demarcar os limites territoriais estabelecendo as relações económicas e sociais entre as entidades outorgadas e as outorgantes, definindo os tributos a pagar pelos primeiros e tinha acima de tudo um carácter fiscal. Eram descriminados os lugares no concelho e descriminadas as dívidas à coroa que eram pagas em géneros alimentícios ou dinheiros reais. Estes forais foram reunidos no chamado Livro dos Forais Novos. Além de Alpalhão, também as vilas de Nisa, Montalvão e Amieira do Tejo comemoram este anos os 50 anos dos respetivos forais mauelinos, enquanto que em Tolosa se celebra a entrega do 1º Foral á vila, datado de 1262.
O programa das comemorações dos 500 Anos do Foral de Alpalhão inicia-se no de 12 de outubro, pelas 21 horas, com uma arruada medieval noturna a cavalo e a pé.
No dia 13 de outubro, pelas 14 horas, será descerrada no edifício da Junta de Freguesia uma placa evocativa dos 500 anos do Foral; seguindo-se uma visita aos locais históricos da vila, com a Banda Filarmónica de Alpalhão; às 15 horas, ocorrerá um colóquio sobre o tema " O Foral de Alpalhão no Contexto da História de Portugal, no Início do Século XVI", em que será orador o Professor Doutor João Cosmo. Segue-se um Porto de Honra junto à Escola do Ensino Básico; Pelas 17 horas será feita no Largo do Coreto a "Recriação Histórica – Celebração dos 500 Anos do Foral", pela Companhia de Teatro VIVARTE e serão exibidas Danças Medievais pela AJAL – Associação de Jovens de Alpalhão.

PROGRAMA
5 a 7 de Outubro
16h00 às 19h00 - Exposição de Fotografia e desenhos escolares "Alpalhão na Memoria", no Centro de Lazer de Alpalhão (Junto à Escola Básica).
12 de Outubro
21h00 - Arruada medieval nocturna a cavalo e a pé.
13 de Outubro
14h00 - Receção aos convidados e população;
Descerrar da placa evocativa dos 500 anos do foral, na Junta de Freguesia de Alpalhão;
Visita aos locais históricos da vila com a Banda Filarmónica de Alpalhão.
15h00 - Colóquio subordinado aos temas, "O Foral de Alpalhão no contexto da História de Portugal do Séc. XVI", que terá o Prof. Dr. João Cosmo como orador.
16h00 - Porto de Honra, no centro de lazer de Alpalhão (Junto à Escola Básica).
17h00 - Recriação Histórica – Celebração dos 500 anos da atribuição do foral Manuelino, pela companhia de teatro "Vivarte", danças medievais pela AJAL, no largo do coreto.
21h00 - Encerramento.

sexta-feira, 23 de março de 2012

ALPALHÃO n´A Terceira Dimensão

Alpalhão está em destaque no blog A Terceira Dimensão. São excelentes fotografias aéreas e que pode ver e apreciar em http://portugalfotografiaaerea.blogspot.com
Um site a não perder!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ALPALHÃO: Alegria e animação na "Vila Presépio"





O MTA – O Movimento Teresiano do Apostolado, de Alpalhão, levou a efeito no Dia de Natal, uma das mais belas iniciativas da quadra natalícia realizadas na região.
O III Presépio de Alpalhão, desta vez com a designação de “Vila Presépio” levou até aquela vila do concelho de Nisa muitas dezenas de pessoas que não temeram o frio que se fazia sentir e quiseram, com a sua presença, testemunhar e dar um pouco de calor humano, a esta realização dos jovens alpalhoenses.
A iniciativa realizou-se, este ano, em moldes diferentes, prevenindo o aparecimento de adversas condições climatéricas, como se verificou o ano passado, junto ao Calvário e que deitou por terra muitos dias de preparação e ensaios das crianças e jovens do MTA.
O cenário da “Vila Presépio” mudou-se para o designado “centro histórico de Alpalhão”, com actividades em muitas das casas antigas das ruas da Cadeia, Castelo, Direita, Santa Maria, Borralho e Largo da Praça, com aproveitamento e mostra ao público da antiga cadeia de Alpalhão, um espaço para o qual o presidente da Junta de Freguesia, João Moisés, prevê, em breve a sua recuperação e aproveitamento.
No Largo da Praça, onde funcionou o “Mercado de Jerusalém”, espaço para a venda e divulgação de alguns dos produtos característicos de Alpalhão, se entrecruzaram todas as cenas bíblicas que constituíram a estrutura desta “Vila Presépio”.
Uma iniciativa que movimentou mais de 40 figurantes, entre crianças, jovens e adultos, transmitindo às velhinhas ruas do burgo alpalhoense um colorido e animação que já tiveram noutros tempos e que hoje parecem destinadas, apenas, a lugares de passagem e de visita.
Este novo figurino do “Presépio de Alpalhão” tem condições para se afirmar como uma iniciativa cultural de grande valia. Assim os jovens do MTA continuem a acreditar e a trabalhar para que a sua terra mereça o reconhecimento que há muito lhe é devido.
Mário Mendes

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Convívio de Artilheiros/as nascidos em 1954




Os "Artilheiros" e as "Artilheiras" de 1954, nascidos em Alpalhão, promoveram no passado dia 8 de Agosto mais uma jornada de convívio e de confraternização.
O almoço anual teve lugar no restaurante "Regata" e da alegria e animação entre os artilheiros/as de 1954 "falam" as fotos que publicamos.
Aos 56 anos sabe bem recordar tantas e tantas histórias e emoções, reproduzindo-as num encontro que é também, todos os anos, de reencontro.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

OPINIÃO:Na esteira da homenagem à ainda presença de José Maria Moura (Professor Moura)

Meu Caro Zé:Acabei agora de passar os olhos por algumas justas e bonitas palavras que te dedicou Mário Mendes, in Jornal de Nisa, a propósito da homenagem que te promoveu a Câmara Municipal de Nisa sobre a tua pessoa e figura.
Para nós comovedora homenagem.
Já lá vão longos os anos em que menino de seis anos adentrámos as portas da sala de aula da instrução primária comum com a vossa terceira classe, que continuámos a partilhar com vossa quarta classe (nossa segunda classe) e a minha (nossa carteira, minha e do meu querido companheiro, único e saudoso companheiro de carteira da primeira à quarta classe, o António Maria Pereira Bicho… meu caro, meu bom, meu inigualável companheiro…) era ao lado da tua, o que nos dava um honroso estatuto de vizinhança, que o nosso excelso Professor António Paralta Figueiredo patrocinava…. De modo que logo ali comecei a ver quem eras … a perceber a tua bondade e grande compreensão pelos outros…Era uma bondade quasi familiar…
E aquelas quartas-feiras quando o Prof. não estava … quais os piores, os da primeira ou da terceira classe? E aquela bondosa conivência da Senhora Josefa, que identificada connosco sabia que a denúncia era palavra proibida…?
De modo que não me tenha espantado que essa tua natural e congénita bonomia e sorriso permanentes tenham sido realçados nos textos que justamente te dedicaram, e que te acompanharam para sempre.
Depois o elegantíssimo e grande atleta e capitão do Sport Nisa e Benfica (e treinador) atingindo altíssimo rendimento para um amador, que afinal justificava que atingisses outros níveis (se é que é permitida ou consentida esta expressão) facilmente ao teu alcance …dadas as tuas excepcionais e únicas qualidades de atleta e desportista, que o curso do INEF te veio fazer ainda resplandecer mais.
Jamais te vi uma crítica feia ou agressiva para quem quer que fosse, prova da tua altíssima craveira moral e cívica.
Tal homenagem impunha-se pois não só por razões institucionais, mas ainda por fortes razões de ordem transcendental…
Tu não fostes …és, tu não estavas …estás, as pessoas assim não morrem, e tu, na dimensão em que estás, sabes melhor que nós que tens (conquistaste) esse direito de estar presente connosco… sempre, num dedicado … até amanhã.
João Castanho

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ALPALHÃO: Entrevista ao Presidente da Junta

“Alargamento do cemitério é a obra mais premente”, defende João Duarte Moisés – Presidente da Freguesia de Alpalhão
O que faz um socialista na presidência de uma Freguesia “tradicionalmente” do PSD?
As pessoas acreditaram que eu podia fazer alguma coisa. Antes tinha estado na Santa Casa da Misericórdia, à frente do Alpalhoense e da Sociedade Recreativa e julgo que deixei uma imagem de concretização e de seriedade. Mesmo quando estive em Marvão, tive sempre Alpalhão no pensamento.
Terá havido mais mérito da sua candidatura ou demérito do trabalho do executivo anterior?
Não quero fazer juízos de valor sobre aqueles que me antecederam, mas sim partir daqui para a frente. A minha simpatia sempre foi pelo PS e candidatei-me para dar um abanão nesta terra e tentar resolver alguns problemas que não tinham sido resolvidos.
Quais são os principais problemas que pretende resolver?
Não prometi nada durante a campanha, mas a minha principal preocupação é o alargamento do cemitério, pois só temos 13 sepulturas libertas. E se lhe disser que temos cerca de 200 pessoas com mais de 80 anos e destas, 50 com 90 anos e mais fico apreensivo, pois seria muito difícil para qualquer alpalhoeiro ver um conterrâneo ser sepultado fora da sua terra.
Esse problema já existia no mandato anterior. Por que não foi resolvido?
O projecto de alargamento do cemitério está quase concluído, faltavam os sanitários. É um projecto com custos de execução de mais de 170 mil euros, uma verba incomportável para a Junta que não tem meios para o executar. Mas não deixa de ser o problema mais premente e a carecer de resolução.
O que tem feito a Junta neste início de mandato?
Quando entrei na freguesia notei um certo desleixo no aspecto da limpeza. A acção imediata foi incidir na limpeza da vila que estava muito conspurcada.
Fizemos a limpeza de muitos locais, instalação de placards para sensibilizar para o depósito correcto dos lixos e reconheço que a nível de reciclagem ainda há muito a fazer.
No aspecto patrimonial, procedemos à limpeza da Fonte da Feiteira, está completamente recuperada, com o apoio da Câmara, faltando apenas a pintura. O alpendre da ermida do Mártir Santo foi igualmente restaurado e limpo. A Torre do Relógio estava às escuras e foi reposta a iluminação.
O que poderão os alpalhoenses esperar do Plano de Actividades para 2010?
O Plano de Actividades e Orçamento foi aprovado e tem um valor de 373.140 euros. Como disse a principal preocupação é a obra de ampliação do cemitério. A outra obra que considero essencial é a substituição da conduta da Fonte Velha. São entre 1.200 a 1500 metros de tubagem desde a nascente aos fontenários e não faz sentido deixarmos de aproveitar uma água tão boa e que durante muitos anos abasteceu Alpalhão.
Faltam passeios pedonais em vários locais da vila, nomeadamente, no centro e na Estrada das Amoreiras.
E qual o apoio previsto para as festividades locais?
A Feira dos Enchidos está no Plano e Orçamento e posso adiantar-lhe que este ano, vamos ter em Alpalhão a Orquestra Ligeira do Exército. No que refere a outras festividades, as freguesias não têm vocação para organizar festas, mas sim dar toda a colaboração possível, às associações que as pretendam organizar, como por exemplo na festa do Mártir Santo e outras.
Qual o “peso” do funcionamento da Junta?
A Freguesia tem quatro funcionários permanentes e mais quatro cedidos pelo Centro de Emprego. A estes temos de pagar 20 por cento do vencimento, o subsídio de almoço e o seguro. As despesas só com pessoal são consideráveis, pouco sobrando para algum investimento mais significativo. Até ao momento, o que tenho solicitado à Câmara tem sido respondido favoravelmente, nem outra coisa seria de esperar, pois só com a colaboração entre todas as entidades é que é possível melhorar a vida das populações.
De que formas prevê a Junta apoiar as colectividades de Alpalhão?
A minha opinião é que há uma certa dispersão de colectividades em Alpalhão. A Sociedade Recreativa está um pouco amorfa. A AJAL tem algumas iniciativas. Temos o Grupo Desportivo, a Filarmónica, o Cicloturismo, as Contradanças. Não sei se são muitas associações para uma terra só, mas penso que uma “guerra” não se ganha com o exército desunido, mas com união. A esse propósito vai ser feito um contrato de comodato com o Grupo Ciclo e a AJAL para instalarem as suas sedes no antigo Matadouro.
E o que pensa acerca das obras de iniciativa camarária, nomeadamente o loteamento do Calvário e o Centro Cultural?
Sobre o Calvário é complicado para mim explicar porque estive e estou contra. Metade da vila de Alpalhão está à venda. Os que aqui residem quase todos têm casa própria. Há muita oferta e pouca procura porque não se vê possibilidades de fixação de jovens em Alpalhão.
Temos um centro histórico, muito bonito, mas está a ficar deserto, “às baratas”.
O Centro Cultural, a ser feito, é uma obra que poderá dar um grande enriquecimento cultural à freguesia, mas não deixo de referir que o edifício da Junta não tem condições. Para além de ser um edifício degradado é de difícil acesso para as pessoas mais idosas. Por outro lado falta um espaço em Alpalhão para as actividades culturais.
Justifica-se a instalação de um pólo industrial em Alpalhão?
As pequenas indústrias existentes estão muito dispersas e a instalação de um pólo industrial ou de actividades económicas poderia trazer algumas mais valias e aproveitar a proximidade do IP2 e a ligação a Espanha.
Como vê a situação social da freguesia?
A situação social não é a melhor. Não há emprego onde as pessoas se possam fixar e a própria juventude afasta-se da terra. Onde não há juventude não há vida e os idosos não investem, estão acomodados.
A Junta não tem condições financeiras nem humanas para atrair pessoas e empresas.
Esta é a realidade.
Sente-se satisfeito com o trabalho realizado?
A nossa acção inicial incidiu na limpeza, na recuperação da Praça de Touros e na recuperação e limpeza de árvores que estavam depauperadas. Temos estado a tempo inteiro na Junta e por isso estamos optimistas quanto ao futuro. Para isso contamos com a colaboração de toda a população para levarmos a bom porto este “navio” que é difícil de pilotar.
Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

OPINIÃO: Solidariedade com os trabalhadores da "Granitos Maceira, SA" e "Singranova", de Alpalhão

“Navegando a Alma” Kemal Tufan (Turquia) -Esta obra situa-se entre a vila de Alpalhão e a Igreja de Nª Srª da Redonda
É uma vergonha o que o Senhor Comendador Francisco Ramos e respectiva família estão a fazer, com a cobertura do governo, nas suas empresas de exploração de granito, vulgo pedreiras, em Alpalhão, ao não pagarem alguns subsídios e mantendo alguns meses de salários em atraso que só não atingem maiores proporções devido à intervenção do sindicato. As empresas são a "Granitos Maceira, SA" e a Singranova.
São mais duas empresas em que tudo está a ser feito para abrir falência. Apesar de não pagarem os salários a quem trabalha, Comendador e filho sempre que se deslocam às instalações da empresa fazem-no em luxuosos veículos topo de gama e lá vão mantendo o seu iatezito para uns passeios marítimos.
Os políticos que compareceram nas cerimónias de inauguração das empresas que foram apresentadas ao país como salvadoras da economia da região e nas bienais da pedra e que clamavam belos discursos prenhes de loas ao Senhor Comendador, agora esquecem-se de defender os trabalhadores que trabalham e não recebem.
Entretanto, o Estado fez o senhor Francisco Ramos, Comendador; a Câmara Municipal de Nisa homenageou-o com o nome e monumento numa rotunda da vila alpalhoense e o povo trabalhador, simples e humilde guardou-lhe o respeito que sempre revela para com aqueles que lhe dão trabalho e salário.
Senhor Comendador, respeite este povo e cumpra para com ele as suas obrigações: pague-lhes o que deve.
Se não o pode fazer e como parece que até há muito trabalho e a produção tem saída, abandone as empresas e deixe a gerência aos trabalhadores.
Afinal já o Zeca cantava: "dêem as pipas ao povo / só ele sabe guardá-las".
Jaime Crespo

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Reviver o Natal no Presépio de Alpalhão



INICIATIVA DO MTA ATRAÍU CENTENAS DE VISITANTES
Alpalhão reviveu o espírito do Natal de outrora com uma bela iniciativa do MTA - Movimento Teresiano do Apostolado - que presenteou os alpalhanenses e outros visitantes, com a encenação de todo o tempo histórico e o percurso que culminou no nascimento do Menino Jesus.
Denominada "Presépio Vivo", o magnífico trabalho a que meteram mãos os jovens do MTA, foi muito mais do que a reconstituição do presépio, com elementos reais, mas toda uma concepção e recriação do trajecto e do contexto histórico-religioso que antecedeu a chegada do Messias.
O espaço envolvente e o próprio átrio da capela do Calvário, transformaram-se, por acção de cerca de 40 figurantes, numa "aldeia viva" nas proximidades do palácio do rei Herodes, esperando com ansiedade o nascimento do Salvador.
O acontecimento final (o presépio, local de nascimento) teve por cenário a anta em granito, trabalho do escultor António Redondo e que assinalou uma das Bienais da Pedra.
Quem se deslocou ao largo do Calvário não deu o seu tempo por mal empregue, apesar do ligeiro atraso com que se abriram as portas da "aldeia bíblica".
A iniciativa dos jovens do MTA é digna dos maiores elogios, ainda mais se pensarmos que é uma ideia que começou a ganhar forma há mais de um mês e que foi "construída" no tempo das férias escolares, com o recurso a muitas sessões de ensaios e muitas horas gastas na construção dos cenários e confecção das roupas.
O Natal de Alpalhão ganhou com o Presépio Vivo um novo motivo de interesse, um reviver de tradições ancestrais numa terra em que o tempo natalício teve sempre uma presença muito forte e simbólica.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Alpalham no Dicionário Coreográfico (Séc. XVIII)


Assim é descrita a povoação e freguesia no Dicionário Coreográfico do Padre Luís Cardoso (Séc. XVIII)