quinta-feira, 19 de março de 2015

Grupo Ciclo Alpalhoense: 20 anos a pedalar pelo convívio e pela natureza














Centena e meia de populares juntaram-se no passado sábado, 28 de Fevereiro,em Alpalhão, para comemorarem o 20º aniversário do Grupo Ciclo Alpalhoense.
Uma festa que começou com um almoço convívio e se prolongou pela tarde fora com muita música e animação.
Há 20 anos e após uma iniciativa de BTT que juntou 86 participantes, nascia a 26/2/1995, o Grupo Ciclo Alpalhoense. Foram seus fundadores José Martins, Francisco Guedelha, Abel Maia, António Alves, António Mourato, António Bugalho, Rogério Godinho, António Paulino, Joaquim da Rosa, José Rosa, Xenofonte Martins e João Freire.
“A principal actividade que desenvolvemos é o cicloturismo, temos actualmente 18 praticantes inscritos na Federação Portuguesa de Cicloturismo”, explica-nos José Maria Gonçalves Martins, presidente da colectividade, cargo que exerce há cerca de duas décadas.
O Grupo Ciclo Alpalhoense promove também um convívio de pesca anual, passeios pedestres, os festejos de Santo António e outras iniciativas do agrado dos seus 130 associados. Dispõe de sede própria, as antigas instalações do matadouro, pertencentes à Junta de Freguesia e recuperadas pela Câmara, depois de 16 anos em instalações alugadas e que constituíam uma grande encargo.
José Martins considera “muito positivos” estes 20 anos de actividade do GCA, “só possíveis pela entreajuda de todos os elementos das várias direcções, que mantém, diariamente, a associação aberta”, deixando no entanto um apelo. “As instalações foram recuperadas mas as obras não estão ainda concluídas, pois falta melhorar o piso na sala principal e noutros compartimentos. Neste dia de festa, apelo para a Câmara Municipal, no sentido de nos apoiar, monetariamente ou em obras, para que possamos melhorar as instalações e torná-las mais dignas.”
Ao fim de 20 anos à frente do GCA, José Martins considera que chegou a hora de dar lugar aos mais novos, disponibilizando-se para colaborar com os futuros corpos sociais e deixando uma mensagem aos sócios e amigos da colectividade.
“Peço aos sócios e entidades, que se mantenham fiéis à associação e ao espírito cicloturista. À população que nos continue a apoiar e nos visite, as portas estão sempre abertas.”
Mário Mendes in "Alto Alentejo" - 11/3/2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Trabalhadores dos granitos de Alpalhão em greve pelo pagamento das renumerações.

Os trabalhadores da empresa Granitos de Maceira - Alpalhão iniciam às 8 horas de hoje, 4 de fevereiro, uma greve exigindo o pagamento de três meses de salário e de quinze subsídios de férias e de Natal que há oito anos não lhes são pagos.
A União dos Sindicatos do Norte Alentejano juntar-se-á ao Piquete de greve à porta da empresa.
Portalegre, 4 de fevereiro de 2015
A Comissão Executiva da USNA/cgtp

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ALPALHÃO: A morte de um homem bom

1. De forma súbita e brutal, com intenso  pânico e sofrimento para a Maria Inês e o Carlos enquanto aguardavam o INEM / VMER, nos primeiros minutos desta segunda feira, Agostinho Madureira Pinto deixou o mundo dos vivos.
Mais conhecido, em Alpalhão, por Camões, pelos amigos carinhosamente tratado por «poeta», morre após um domingo passado a transmitir o seu carinho às netas, algo de elementar num homem tão humano.
 2. Operário de têmpera, ao longo da sua carreira sempre cumpriu exemplarmente tanto como trabalhador ciente dos seus deveres, como homem apegado aos seus direitos e com espírito lutador, lamentando, tantas vezes, a fragilidade da ação sindical no setor das pedras no concelho de Nisa. Muitas vezes, interrogando-se a si próprio do porquê desta contradição, intrigado com a falta de resposta para as suas preocupações e ansiedades.
3.Desde a primeira hora da democracia, ainda no tempo em que am Alpalhão a ação política era exercida quase clandestinamente, esteve sempre disponível para, com outros homens bons, dar a cara (e o nome) para assegurar as escassas dezenas de votos que eram recebidos pela FEPU. Humildemente, não mudou de caráter com a passagem para a APU vitoriosa (1982). Desinteressado de benesses, com a mesma colaboração que sempre deu aos comunistas e seus aliados. Em Alpalhão, a esse título, vale a pena (porque merecem) recordar os velhos Boaventura, Ideia, Paixão (pai), com o João Fortunato (felizmente ainda vivo) a aceder ao encabeçamento das listas eleitorais.
4. Generoso, o «Camões» estava em tudo o que era iniciativa popular  «alpalhoeira». Com legítimo orgulho, ajudando (sempre na retaguarda, por feitio) o «seu» Desportivo, no futebol e no trabalho de montagem da festa anual da terra.
Morreu, justamente, no momento em que, com outros camaradas, voluntária,  desinteressada e entusiasticamente, edificava a estrutura que a partir de 9 de agosto acolherá os festejos anuais organizados pelo GDRA, com a colaboração de outra associações locais.
O Agostinho partiu do nosso convívio, mas o seu exemplo de cidadão interveniente e solidário irá perdurar na memória de todos aqueles que tiveram o privilégio de, com ele, sonharem e lutarem por um mundo novo, mais justo e fraterno.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O falecimento de António Grave Caldeira


Faleceu, no dia 4, em Lisboa, vítima de um ataque cardíaco, o alpalhoense António Grave Caldeira.
Entusiasta da cultura, das tradições, do património e das gentes de Alpalhão, António Grave Caldeira fazia parte da Liga de Amigos de Alpalhão (LIAAL), da qual foi presidente.
Já reformado da companhia de seguros "Lusitânia Vida", António Grave Caldeira continuou em Lisboa, mas mantinha uma forte ligação a Alpalhão, que ficou chocada com a notícia do seu falecimento.
Foi um dos grandes mentores das comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino a Alpalhão, e foi por isso homenageado durante a efeméride, a que infelizmente já não conseguiu assistir. Faleceu aos 67 anos, muito antes de concretizar vários projectos que tinha desenhado para a sua vida, para a família e para Alpalhão.
À família enlutada, o Alto Alentejo apresenta as mais sentidas condolências.
in "Alto Alentejo" -

quinta-feira, 22 de abril de 2010

OPINIÃO:Na esteira da homenagem à ainda presença de José Maria Moura (Professor Moura)

Meu Caro Zé:Acabei agora de passar os olhos por algumas justas e bonitas palavras que te dedicou Mário Mendes, in Jornal de Nisa, a propósito da homenagem que te promoveu a Câmara Municipal de Nisa sobre a tua pessoa e figura.
Para nós comovedora homenagem.
Já lá vão longos os anos em que menino de seis anos adentrámos as portas da sala de aula da instrução primária comum com a vossa terceira classe, que continuámos a partilhar com vossa quarta classe (nossa segunda classe) e a minha (nossa carteira, minha e do meu querido companheiro, único e saudoso companheiro de carteira da primeira à quarta classe, o António Maria Pereira Bicho… meu caro, meu bom, meu inigualável companheiro…) era ao lado da tua, o que nos dava um honroso estatuto de vizinhança, que o nosso excelso Professor António Paralta Figueiredo patrocinava…. De modo que logo ali comecei a ver quem eras … a perceber a tua bondade e grande compreensão pelos outros…Era uma bondade quasi familiar…
E aquelas quartas-feiras quando o Prof. não estava … quais os piores, os da primeira ou da terceira classe? E aquela bondosa conivência da Senhora Josefa, que identificada connosco sabia que a denúncia era palavra proibida…?
De modo que não me tenha espantado que essa tua natural e congénita bonomia e sorriso permanentes tenham sido realçados nos textos que justamente te dedicaram, e que te acompanharam para sempre.
Depois o elegantíssimo e grande atleta e capitão do Sport Nisa e Benfica (e treinador) atingindo altíssimo rendimento para um amador, que afinal justificava que atingisses outros níveis (se é que é permitida ou consentida esta expressão) facilmente ao teu alcance …dadas as tuas excepcionais e únicas qualidades de atleta e desportista, que o curso do INEF te veio fazer ainda resplandecer mais.
Jamais te vi uma crítica feia ou agressiva para quem quer que fosse, prova da tua altíssima craveira moral e cívica.
Tal homenagem impunha-se pois não só por razões institucionais, mas ainda por fortes razões de ordem transcendental…
Tu não fostes …és, tu não estavas …estás, as pessoas assim não morrem, e tu, na dimensão em que estás, sabes melhor que nós que tens (conquistaste) esse direito de estar presente connosco… sempre, num dedicado … até amanhã.
João Castanho